sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Barreira invisível
É difícil caminhar sobre uma linha invisível,
uma linha de água, entre o mal e o mal.
Divididos pelo sangue que atravessa os pensamentos,
do inferno ao paraíso, com o medo entrelaçado
na memória, os bolsos pesarosos de metal ferroso,
caminha sobre as águas quem caminha sobre si.
Por isso é tão difícil caminhar sobre as águas.
uma linha de água, entre o mal e o mal.
Divididos pelo sangue que atravessa os pensamentos,
do inferno ao paraíso, com o medo entrelaçado
na memória, os bolsos pesarosos de metal ferroso,
caminha sobre as águas quem caminha sobre si.
Por isso é tão difícil caminhar sobre as águas.
José Miguel Silva
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
" Miragem "
Somos ficção
Simulamos o invisível
e a imagem
no reflexo
do espelho - ali nada há
como nada somos
Onde encontrar
a verdade
ou a real essência
desses fantoches
de nós mesmos
se os mistérios
não estão em lugar
mas no que mais fundo
escondemos?
Bresciani, Alberto.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
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Nascem e são postos numa caixa; vão para casa viver numa caixa;
estudam pelo preenchimento de caixas; vão para o chamado " tra-
balho " numa caixa, onde se sentam na sua caixa-cubículo; conduzem
até à mercearia numa caixa para comprar comida numa caixa; vão
para o ginásio numa caixa para se sentarem numa caixa; falam em
pensar " fora da caixa ", criativamente; e quando morrem são postos
numa caixa. Tudo caixas, caixas geometricamente retas e euclidianas.
#
Outra definição de modernidade: as conversas podem ser cada vez
mais completamente reconstruídas com partes de outras conversas
que ocorrem ao mesmo tempo no planeta.
#
O século XX foi a bancarrota da utopia social; o XXI sê-lo-á da
utopia tecnológica.
Taleb, Nassim Nicholas
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
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Miguel Manso
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Tive uma amiga que ambicionava escrever
Tive uma amiga que ambicionava escrever
poemas de silêncio
trabalhou muito até que conseguiu
organizar numa mesa de vidro transparente
doze folhas brancas de papel em branco
com uma jóia em cima de cada uma
para cada amigo receber
o seu poema de silêncio
quando fosse encontrada no robe branco
da morte branca que nos oferecia
cheguei a tempo de salvá-la
fizeram-lhe a lavagem ao estômago
não me perdoou a alma mal lavada
nunca mais nos vimos
viaja agora de país em país
sem jóias sem poemas sem amigos
e telefona-me às vezes depois da meia-noite
quando o silêncio raspa o vidro da janela
Helder Macedo
Pensando?
Jean Daniel, com Camus: Como aprender a resistir.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
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