Sociedade maldita, envenenada
Na bílis de asquerosos Preconceitos,
Detêm-te na carreira, ó desgraçada,
E segue outros caminhos mais direitos!
Já na Banda Oriental outra Alvorada
Vai assomando aos velhos parapeitos!
Corre, vem depressa, ó Luz amada,
Corrigir infamíssimos defeitos!
Legiões de famintos sem trabalho!
Virgens transpondo as portas do serralho,
Vendendo a carne, em flor, ao Capital!
Miséria! Fome! Lama! Escravidão!
Habitações sem Luz! Bocas sem pão!
Tuberculose, afia o teu punhal!
Adão de Figueiredo

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