Estou e não me respondo. Assisto. Em mim se decide um inútil afã e se some a vida que me preside. E passo, ainda... Meu nome há muito não coincide comigo se estar se consome e tantas vezes me elide. Me move o tempo mais frio de tanto pranto afogado num quase mito de mim. Vou morando em desvario quase em sonho inaugurado para um começo, meu fim. Maria Ângela Alvim Superfície Toda Poesia apresentação de Max de Carvalho Assírio & Alvim 2002 |
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Estou e não me respondo
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