segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Porquê?



Quando uma pessoa ama outra ocorrem no seu cérebro diversos fenómenos neurológicos. As crenças e tradições assimiladas no processo de socialização têm também um papel decisivo no comportamento amoroso. Há décadas atrás esses factos não eram conhecidos.
Actualmente, restará no amor algum tópico filosófico ou é tudo uma questão de sinapses, neurotransmissores e padrões culturais?

Sucederá ao amor o mesmo que sucedeu à origem do mundo (refiro-me ao princípio do Universo e não ao quadro de Gustave Courbet)? Há séculos atrás esse era um problema filosófico. Actualmente é um tema (embora ainda problemático) da Física e da Astronomia.
Será que, na actualidade, o amor ainda é um tema filosófico? Ou, pelo contrário, tudo o que há a dizer sobre esse sentimento diz respeito a ciências empíricas como a Biologia, a Psicologia e a Sociologia?

Seja qual for a resposta que a cara leitora ou caro leitor dê a essas questões, o aspecto mais relevante em termos filosóficos está associado a esta outra questão:
Porquê?

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